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Receita Federal rejeitou R$ 49 bi em créditos tributários em 2025 e deve impedir aproveitamento de R$ 70 bi em 2026

  • 28/04/2026

     
     


     

    Receita Federal rejeitou R$ 49 bi em créditos tributários em 2025 e deve impedir aproveitamento de R$ 70 bi em 2026

    A Receita Federal rejeitou, ao longo de 2025, pedidos de compensação que somam R$ 49 bilhões em créditos tributários, em meio ao reforço das ações de fiscalização sobre solicitações consideradas irregulares. A tendência para 2026 é de aumento desse volume: a estimativa do Fisco é impedir o aproveitamento de cerca de R$ 70 bilhões ainda neste ano.

    Somente no primeiro trimestre de 2026, já foram barrados aproximadamente R$ 15 bilhões em pedidos, indicando continuidade no endurecimento das análises.

    O aumento das negativas está diretamente ligado à intensificação do cruzamento de dados e ao avanço no combate a fraudes envolvendo créditos inexistentes ou indevidos .

    Crescimento de pedidos e suspeitas de irregularidades
    O volume elevado de solicitações de compensação nos últimos anos chamou a atenção da Receita. Parte desse movimento tem origem em interpretações ampliadas de decisões judiciais — como a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins —, mas também há indícios relevantes de uso indevido de créditos.

    A partir de 2024, o órgão passou a reforçar a análise desses pedidos, após identificar aumento nas tentativas de fraude, inclusive com atuação de consultorias que ofertavam teses tributárias sem respaldo legal. Como resultado, cerca de 10% dos pedidos analisados não são homologados, segundo dados da própria Receita.

    Setores na mira
    Alguns segmentos concentram maior volume de inconsistências. Em 2024, quase a totalidade dos créditos relacionados à indústria farmacêutica e à importação de medicamentos foi solicitada por empresas que não atendiam aos requisitos legais — cerca de 97% dos casos apresentaram irregularidades .

    Para 2026, o foco da fiscalização se volta ao setor supermercadista. A Receita identificou problemas em mais de 55 mil pedidos de compensação feitos por quase 3 mil empresas, o que motivou o lançamento de operações específicas para análise desses casos.

    Tecnologia e novas regras
    Atualmente, todos os pedidos de compensação — formalizados via Per/DCOMP — passam por sistemas automatizados de cruzamento de informações. Caso o crédito não seja comprovado, a compensação é negada.

    Além do reforço tecnológico, o governo também adotou medidas legais para coibir irregularidades. Uma legislação recente passou a restringir o uso de créditos sem lastro documental ou sem relação com a atividade econômica da empresa, ampliando o poder de atuação da Receita.

    Impactos para contribuintes
    Quando a compensação é rejeitada, o contribuinte precisa quitar o tributo que deixou de ser pago, acrescido de multa e juros. Ainda assim, é possível contestar a decisão na esfera administrativa, inicialmente nas Delegacias de Julgamento e, posteriormente, no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).

    A Receita avalia que o objetivo das negativas não é apenas impedir fraudes, mas também induzir maior conformidade fiscal. Ao mesmo tempo, especialistas apontam que parte das divergências pode decorrer de diferentes interpretações da legislação, o que deve continuar gerando discussões no âmbito administrativo e judicial.

    Com o avanço das ferramentas de fiscalização e o foco em setores específicos, a tendência é de que o controle sobre créditos tributários siga mais rigoroso nos próximos anos.

    Fonte: Contábeis


Contadora

Andrezza Carolina Brito Farias

CRC: 1561/O-4

Competências:

  1. Mestre em administração de empresas;

  2. Especialização em auditoria e controladoria;

  3. Pós - MBA pericia contábil;

  4. Fiscal e coordenadora de fiscalização do CRC-AMAPÁ;

  5. Diretora executiva do CRC-AMAPÁ;

  6. Conselheira Federal na Câmara de fiscalização em Brasília;

  7. Professora universitária;

  8. Prêmio Dama Comendadora da Contabilidade da Amazônia;

  9. Prêmio Escritores de Ouro do Meio de Mundo;

  10. Prêmio Doutora Honoris Causa em Ciências Contábeis;

  11. Publicação do livro de própria autoria para empreendedores;

  12. Membro da associação dos peritos do Amapá - ASPECON - AP;

  13. 20 anos de experiência na área.

2º Responsável Técnico

Rita Kelly

CRC: 001762-O-2

Competências:

  1. Técnico em contabilidade;

  2. Sócia administrativa;

  3. Especialização em contabilidade;

  4. Especialização em societário;

  5. Especialização em RH;

  6. 25 anos de experiência na área.

3º Responsável Técnico

Dra. Gisele

Jurídico

Competências:

  1. MBA - Em Advocacia Pública;

  2. Pós-Graduação em alta performance em Licitações Públicas;

  3. MBA - Licitações Públicas para Implementação da Nova Lei 14.133/2021;

  4. MBA - Agente de Contratação e Pregoeiro Público com Ênfase na Nova Lei 14.133/2021;

  5. Analista Master em Licitação - Vianna e Consultores;

  6. Doutoranda na Universidade de Direito de Buenos Aires - Argentina - Cursando;

  7. Pós-Graduação em Direito Público - Instituto Processus - Brasília/DF;

  8. Bacharel em Direito - UNAMA Universidade da Amazônia - Belém/PA.

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