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Juros seguem pressionando médias empresas mesmo após corte tímido do Copom

  • 26/03/2026

     
     


     

    Juros seguem pressionando médias empresas mesmo após corte tímido do Copom

    Com o início do ciclo de cortes confirmado na reunião de março do Copom, mas em ritmo mais cauteloso do que o esperado, cresce o debate sobre o impacto prolongado dos juros elevados nas empresas brasileiras. O Banco Central reduziu a Selic de 15% para 14,75% ao ano, o menor corte possível. Dados da Serasa Experian mostram que, em novembro de 2025, 8,9 milhões de empresas estavam negativadas. Desse total, 8,5 milhões eram micro, pequenas e médias empresas, que acumulavam R$190,3 bilhões em dívidas em atraso. Para Gonzalo Parejo, CEO da Kamino, plataforma de gestão financeira voltada a médias empresas, o número revela um risco estrutural que ainda é subestimado.

    “As médias empresas ocupam uma posição particularmente sensível no ciclo de juros. Diferentemente das grandes corporações, que acessam mercados de capitais e estruturas sofisticadas de financiamento, elas dependem majoritariamente do crédito bancário tradicional. Quando a Selic sobe, o custo sobe junto, e a margem para erro praticamente desaparece”, afirma.

    A escalada do conflito no Oriente Médio já se reflete nos preços do petróleo, no câmbio e nas expectativas inflacionárias globais. Para Parejo, esse cenário confirma o alerta que já vinha sendo feito. "Essa instabilidade global forçou o Banco Central a adotar cautela no início do ciclo de cortes. Para as médias empresas, isso significa que o alívio esperado chegou menor e sem prazo definido para ganhar força. Cada mês a mais com juros elevados é mais um mês operando sem margem para erro", afirma Parejo.

    Diante desse cenário, Parejo lista três frentes prioritárias para atravessar o momento com menor risco:

    Visibilidade de caixa precisa ser diária
    “O maior erro é olhar o fluxo de caixa como uma fotografia de fim de mês. Em cenários voláteis, o acompanhamento precisa ser contínuo”, afirma. Para Parejo, a gestão de caixa nas médias empresas ainda é feita de forma precária e quem não sabe com antecedência quando vai precisar de capital busca crédito em cima da hora, pagando altas taxas.

    Estrutura da dívida importa tanto quanto o valor total
    Para o CEO, muitas médias empresas concentram passivos de curto prazo diretamente atrelados à taxa básica. "Quando o crédito encarece, a pressão sobre o caixa é imediata. Este é o pior momento para errar: dívida cara, a um custo base altíssimo, representa uma perda dupla para quem chega atrasado ao mercado de crédito", explica. Rever prazos e buscar maior previsibilidade financeira reduz essa vulnerabilidade.

    Liquidez pode vir da própria operação
    Outra alternativa, segundo Parejo, é utilizar instrumentos como a antecipação de recebíveis. “É diferente de tomar um novo empréstimo. Trata-se de transformar receita futura em liquidez imediata, sem ampliar o endividamento estrutural”, diz.

    A decisão do Copom de reduzir a Selic para 14,75% ao ano marca o início formal do ciclo de flexibilização, mas o patamar ainda figura entre os mais altos em quase duas décadas, e o segundo maior juro real do mundo, segundo levantamento das consultorias MoneYou e Lev Intelligence. Mas seus efeitos sobre as médias empresas brasileiras merecem uma leitura mais cuidadosa do que a que se faz habitualmente. Enquanto o debate público se concentra no impacto dos juros altos sobre o consumo e os investimentos de longo prazo, um problema mais imediato se acumula em silêncio: a deterioração da capacidade de pagamento de empresas que operam com margens apertadas, ciclos financeiros longos e acesso limitado a crédito de qualidade.

    Nesse cenário, o custo efetivo do crédito para esse segmento facilmente ultrapassa 30% ao ano, um peso que corrói o capital de giro e empurra empresas saudáveis para situações de inadimplência não por incompetência de gestão, mas por uma equação financeira que simplesmente não fecha.

    "O problema não começa quando a empresa deixa de pagar. Ele começa muito antes, quando a falta de visibilidade sobre o próprio caixa impede o gestor de tomar decisões a tempo. Em ambientes de juros elevados, o intervalo entre identificar um problema e conseguir resolvê-lo encolhe drasticamente. Quem não tem dados em tempo real sobre sua operação financeira chega tarde demais", finaliza o CEO.

    Fonte: Contábeis


Contadora

Andrezza Carolina Brito Farias

CRC: 1561/O-4

Competências:

  1. Mestre em administração de empresas;

  2. Especialização em auditoria e controladoria;

  3. Pós - MBA pericia contábil;

  4. Fiscal e coordenadora de fiscalização do CRC-AMAPÁ;

  5. Diretora executiva do CRC-AMAPÁ;

  6. Conselheira Federal na Câmara de fiscalização em Brasília;

  7. Professora universitária;

  8. Prêmio Dama Comendadora da Contabilidade da Amazônia;

  9. Prêmio Escritores de Ouro do Meio de Mundo;

  10. Prêmio Doutora Honoris Causa em Ciências Contábeis;

  11. Publicação do livro de própria autoria para empreendedores;

  12. Membro da associação dos peritos do Amapá - ASPECON - AP;

  13. 20 anos de experiência na área.

2º Responsável Técnico

Rita Kelly

CRC: 001762-O-2

Competências:

  1. Técnico em contabilidade;

  2. Sócia administrativa;

  3. Especialização em contabilidade;

  4. Especialização em societário;

  5. Especialização em RH;

  6. 25 anos de experiência na área.

3º Responsável Técnico

Dra. Gisele

Jurídico

Competências:

  1. MBA - Em Advocacia Pública;

  2. Pós-Graduação em alta performance em Licitações Públicas;

  3. MBA - Licitações Públicas para Implementação da Nova Lei 14.133/2021;

  4. MBA - Agente de Contratação e Pregoeiro Público com Ênfase na Nova Lei 14.133/2021;

  5. Analista Master em Licitação - Vianna e Consultores;

  6. Doutoranda na Universidade de Direito de Buenos Aires - Argentina - Cursando;

  7. Pós-Graduação em Direito Público - Instituto Processus - Brasília/DF;

  8. Bacharel em Direito - UNAMA Universidade da Amazônia - Belém/PA.

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