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Em um ano de freio puxado, serviços e tecnologia podem ser o motor de crescimento da economia

  • 11/03/2026

     
     


     

    Em um ano de freio puxado, serviços e tecnologia podem ser o motor de crescimento da economia

    As projeções para a economia brasileira em 2026 indicam um cenário de crescimento mais moderado, pressionado por juros elevados, crédito caro e um ambiente global mais cauteloso. Ainda assim, o setor de serviços, especialmente o de tecnologia, tende a seguir como um dos principais vetores de sustentação da atividade econômica. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a expectativa é de crescimento de 1,9% para o segmento, impulsionado pela continuidade da transformação digital.

    Globalmente, o setor de serviços vem crescendo de forma consistente e ganhando protagonismo em relação ao setor de bens. No Brasil, esse fenômeno é ainda mais evidente em momentos de restrição de crédito. Diante de um ambiente de juros altos, as empresas passam a priorizar investimentos com retorno mais previsível e impacto direto na eficiência operacional. Nesse contexto, a tecnologia funciona como uma verdadeira infraestrutura de produtividade: automação de processos, uso intensivo de dados, inteligência artificial e integração de sistemas substituem rotinas manuais, reduzem desperdícios, aumentam a previsibilidade e fortalecem a competitividade. 

    Ou seja, a transformação digital deixou de ser apenas uma estratégia de crescimento e passou a ser, em muitos casos, uma condição de sobrevivência. Mesmo em anos de desaceleração econômica, a busca por eficiência, redução de custos e ganho de produtividade sustenta a demanda por serviços. Além disso, esse processo também movimenta cadeias inteiras do setor de serviços. Investimentos recorrentes em cloud, softwares, integrações, serviços gerenciados, cibersegurança e dados impulsionam áreas como logística mais inteligente, meios de pagamento digitais, atendimento ao cliente, compliance e governança. Em um ambiente de crédito restrito, a tecnologia exerce papel direto na preservação de margens, ajudando companhias de diferentes setores a melhorar giro de caixa, precificação, cobrança, previsão de demanda e controle de riscos operacionais e regulatórios.

    No entanto, o Brasil ainda enfrenta um desafio estrutural importante: grande parte dos serviços de tecnologia consumidos internamente são importados, o que pode custar de 40% a 50% a mais para o país, considerando tributos, câmbio e encargos financeiros, ou seja, gera ineficiências tributárias e cambiais relevantes. Com o dólar elevado, esse custo se torna um entrave adicional à competitividade das empresas brasileiras. Diante disto, companhias que dominam operações internacionais, câmbio e tributação passam a desempenhar um papel estratégico ao ajudar outros setores da economia a reduzir custos e melhorar a eficiência financeira. Portanto, aqueles que entendem como estruturar operações internacionais, aproveitar acordos fiscais e desenhar rotas eficientes de pagamento e recebimento conseguem transformar volatilidade em vantagem competitiva.

    Com  crescimento interno mais lento, a exportação de serviços e softwares surge como uma das maiores oportunidades para o Brasil. Serviços digitais escalam sem depender de infraestrutura logística pesada. Além disso, exportar serviços permite diversificar receitas, reduzir a dependência dos ciclos domésticos e ampliar a entrada de moeda forte. O dólar alto penaliza empresas que apenas consomem tecnologia estrangeira, mas favorece aquelas que exportam. Internacionalização, nesse contexto, deixa de ser apenas uma estratégia de crescimento e passa a ser uma estratégia de sobrevivência e retenção de capital humano. O Brasil, porém, explora muito pouco este mercado (menos de 0,1% das empresas brasileiras exportam serviços, um percentual extremamente baixo quando comparado a outras economias).

    Fora isso, apesar de representar historicamente mais de dois terços do PIB brasileiro, o setor de serviços ainda precisa de mais protagonismo nas políticas públicas e no debate regulatório. Serviços digitais, globais e modernos não são um puxadinho da indústria ou do comércio, mas sim um setor autônomo, estratégico e fundamental para a competitividade do país. Em 2026, o fortalecimento deste mercado se apresenta como uma oportunidade concreta para sustentar a atividade econômica, ampliar a produtividade e preparar o país para ciclos de crescimento mais consistentes. Criar um ambiente regulatório previsível, estimular a exportação de serviços e incorporar estratégia cambial e tributária ao centro das decisões empresariais são passos essenciais para que o nosso país deixe de perder espaço em uma disputa global cada vez mais baseada em serviços, dados e tecnologia.

    Fonte: Contábeis


Contadora

Andrezza Carolina Brito Farias

CRC: 1561/O-4

Competências:

  1. Mestre em administração de empresas;

  2. Especialização em auditoria e controladoria;

  3. Pós - MBA pericia contábil;

  4. Fiscal e coordenadora de fiscalização do CRC-AMAPÁ;

  5. Diretora executiva do CRC-AMAPÁ;

  6. Conselheira Federal na Câmara de fiscalização em Brasília;

  7. Professora universitária;

  8. Prêmio Dama Comendadora da Contabilidade da Amazônia;

  9. Prêmio Escritores de Ouro do Meio de Mundo;

  10. Prêmio Doutora Honoris Causa em Ciências Contábeis;

  11. Publicação do livro de própria autoria para empreendedores;

  12. Membro da associação dos peritos do Amapá - ASPECON - AP;

  13. 20 anos de experiência na área.

2º Responsável Técnico

Rita Kelly

CRC: 001762-O-2

Competências:

  1. Técnico em contabilidade;

  2. Sócia administrativa;

  3. Especialização em contabilidade;

  4. Especialização em societário;

  5. Especialização em RH;

  6. 25 anos de experiência na área.

3º Responsável Técnico

Dra. Gisele

Jurídico

Competências:

  1. MBA - Em Advocacia Pública;

  2. Pós-Graduação em alta performance em Licitações Públicas;

  3. MBA - Licitações Públicas para Implementação da Nova Lei 14.133/2021;

  4. MBA - Agente de Contratação e Pregoeiro Público com Ênfase na Nova Lei 14.133/2021;

  5. Analista Master em Licitação - Vianna e Consultores;

  6. Doutoranda na Universidade de Direito de Buenos Aires - Argentina - Cursando;

  7. Pós-Graduação em Direito Público - Instituto Processus - Brasília/DF;

  8. Bacharel em Direito - UNAMA Universidade da Amazônia - Belém/PA.

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