11/03/2026
A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) promoveu, nesta segunda-feira (9), um seminário para divulgação do “Perfil da Mulher Trabalhadora da Ebserh”, com base nos resultados iniciais do Censo da Diversidade, Equidade e Inclusão realizado pela Estatal. O evento, alusivo ao Dia Internacional da Mulher, contou com a participação virtual de toda a rede Ebserh e reuniu, na Administração Central, convidadas para comentar os dados apresentados à luz das políticas afirmativas do governo federal relativas à igualdade de gênero e raça no ambiente de trabalho.
Segundo a pesquisa, 71% da força de trabalho da estatal é composta por mulheres, sendo mais que o dobro do contingente masculino. Dessas trabalhadoras, mais de 70% têm entre 30 e 49 anos, e 47,3% são negras, representando a soma das mulheres que se autodeclaram pretas e pardas. Em relação à representatividade feminina na gestão, 58,7% dos cargos de chefia da estatal são ocupados por mulheres.
A pesquisa integra ações relacionadas à adesão da Ebserh ao Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça do Ministério das Mulheres e o Pacto pela Diversidade, Equidade e Inclusão das Empresas Estatais , do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
O estudo também se alinha aos objetivos estratégicos da Ebserh de prevenção e enfrentamento do assédio e a discriminação, bem como da promoção da sustentabilidade ambiental e responsabilidade social em rede e do engajamento e valorização dos trabalhadores. Esses e outros tópicos integram o Mapa Estratégico 2024 -2028 da instituição.
A diretora de Gestão de Pessoas da Ebserh, Luciana Viana, reforçou o valor histórico da data 8 de março, que é marcada não apenas por celebrações, mas por desafios, conquistas e reflexões sobre igualdade de gênero no Brasil e no mundo. Ela reforça que, apesar da atenção que o dia recebe, ainda há um longo caminho a ser percorrido.
“O que trazemos para celebrarmos junto à comunidade da rede Ebserh, que reúne mais de 80 mil trabalhadores e trabalhadoras, é a responsabilidade de trazer reflexões, inovações e políticas afirmativas que sejam indutoras de mudanças não apenas na Rede Ebserh, mas também no nosso país. Para essa celebração, fizemos um recorte sobre dados que são muito significativos para a trabalhadora da Ebserh e vão além das informações cadastrais, dando voz a essa mulher, explicou a diretora.
O presidente da Ebserh, Arthur Chioro, ressalta a luta que a data representa, reafirmando a importância da busca por igualdade de gênero e o enfrentamento da violência e da discriminação contra as mulheres.
“Estamos falando de 71% da nossa força de trabalho, um dado que dialoga diretamente com os dados do setor de saúde do Brasil, onde aproximadamente 77% da força de trabalho é composta por mulheres. Esse dado evidencia a dimensão da presença feminina na construção da nossa instituição, na produção do cuidado, do ensino e da pesquisa, que está sob responsabilidade dos hospitais da Rede Ebserh. Isso é decisivo para que possamos reconhecer que existe um conjunto de desafios dentro do mundo do trabalho na dimensão das mulheres, no seu cotidiano”, acrescentou Chioro.
Para a presidente da Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE), Solange Caetano, que compôs o grupo de trabalho que coordenou o Censo da Diversidade, Equidade e Inclusão da Ebserh, o tema dialoga diretamente com a realidade de milhares de profissionais, que são fundamentais para o funcionamento da estatal.
“Os resultados dos dados do censo nos permitem enxergar com mais nitidez quem são as mulheres que trabalham na Rede Ebserh, quais são as suas trajetórias, seus desafios e as desigualdades que ainda persistem no mundo do trabalho. Mais do que números, esses dados revelam histórias de dedicação, e apontam para questões estruturais que precisam ser enfrentadas”, afirmou Solange.
Segundo a diretora de Políticas de Educação Étnico-Racial e Educação Escolar Quilombola do Ministério da Educação (MEC), Clélia Santos, é essencial que sejam feitas discussões desta magnitude no momento que vivenciamos, principalmente a respeito da questão étnico-racial e da violência contra as mulheres. Ela abordou questões mais amplas nos âmbitos educacional e social.
“Que bom estarmos com vocês fazendo essa discussão tão necessária, porque, se do lado onde nós estamos hoje aqui, (mais de) 70% são mulheres, são mulheres que certamente se utilizam da educação pública, dos nossos equipamentos de creche, do ensino fundamental e médio, profissionalizante, técnico-profissionalizante e tecnólogos, a educação superior e essas questões precisam estar articuladas para que não coloquemos as mulheres em situação de violência em nenhum lugar onde se exerce e se faz política pública”, salientou a diretora.
A coordenadora geral do Pacto da Diversidade, Equidade e Inclusão das Empresas Estatais, Ilana Soares, reforça a importância da pauta da diversidade em uma empresa como a Ebserh que, além de mais de 80 mil trabalhadores e trabalhadoras, tem contato direto com a população, seja por meio de estudantes, residentes ou de atendimentos. “As empresas estatais têm uma potência gigantesca, não só pelo seu porte, por serem responsáveis por aproximadamente 5% do PIB brasileiro hoje, mas por um efeito multiplicador, inclusive para o setor privado, na cadeia de suprimento e diretamente para sociedade”, ressaltou.
A apresentação do Perfil da Mulher Trabalhadora da Ebserh foi seguido pelos comentários das convidadas Marcilene Garcia de Souza, diretora de Políticas Afirmativas (DPA) da Secretaria de Políticas de Ações Afirmativas e Combate ao Racismo (SEPAR) do Ministério da Igualdade Racial, e Simone Schaffer, coordenadora geral de Promoção da Igualdade Econômica das Mulheres da Secretaria Nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados do Ministério das Mulheres.
Ambas valorizaram a iniciativa da Ebserh em conhecer mais e melhor sua força de trabalho, ressaltando que, para implementar ações de equidade de gênero e raça, é preciso ouvir as trabalhadoras. As convidadas fizeram diversas sugestões sobre futuros e necessários cruzamentos de dados, para que haja um aprofundamento na compreensão e interpretação das informações obtidas.
Fonte: Agência Gov
CRC: 1561/O-4
Competências:
Mestre em administração de empresas;
Especialização em auditoria e controladoria;
Pós - MBA pericia contábil;
Fiscal e coordenadora de fiscalização do CRC-AMAPÁ;
Diretora executiva do CRC-AMAPÁ;
Conselheira Federal na Câmara de fiscalização em Brasília;
Professora universitária;
Prêmio Dama Comendadora da Contabilidade da Amazônia;
Prêmio Escritores de Ouro do Meio de Mundo;
Prêmio Doutora Honoris Causa em Ciências Contábeis;
Publicação do livro de própria autoria para empreendedores;
Membro da associação dos peritos do Amapá - ASPECON - AP;
20 anos de experiência na área.
CRC: 001762-O-2
Competências:
Técnico em contabilidade;
Sócia administrativa;
Especialização em contabilidade;
Especialização em societário;
Especialização em RH;
25 anos de experiência na área.
Jurídico
Competências:
MBA - Em Advocacia Pública;
Pós-Graduação em alta performance em Licitações Públicas;
MBA - Licitações Públicas para Implementação da Nova Lei 14.133/2021;
MBA - Agente de Contratação e Pregoeiro Público com Ênfase na Nova Lei 14.133/2021;
Analista Master em Licitação - Vianna e Consultores;
Doutoranda na Universidade de Direito de Buenos Aires - Argentina - Cursando;
Pós-Graduação em Direito Público - Instituto Processus - Brasília/DF;
Bacharel em Direito - UNAMA Universidade da Amazônia - Belém/PA.
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